E não há dias de folga. Todos os dias temos de monitorizar a variação de sintomas já existentes, aparecimento de novos, encontrar padrões e possíveis justificações. Um verdadeiro scan ao corpo inteiro. É cansativo, absorvente, enclausurante, obsessivo e sufocante. Não fazê-lo pode provocar um sentimento de culpa enorme. Como se não estivéssemos a fazer tudo o que está ao nosso alcance pela nossa saúde. Como se não tivéssemos amor próprio. Ninguém o pode fazer por nós e, para contribuirmos para a decisão clínica e por vezes por receio de uma desvalorização das queixas ou de ouvirmos um "isso não é psicológico?" dito das mais variadas e eufemizadas formas, temos de reunir todos estes dados e argumentos e ser os nossos melhores advogados. Percebo o lado do profissional de saúde que tenta despistar uma possível sobrevalorização de sintomas nossa, por outros eventos da vida ou gestão de expectativas que nos possam fazer ter menos tolerância à dor/desconforto/limitação e, nesse...
Histórias e aventuras de um Caminho alternativo...rumo a Finisterra. Entrei neste desvio sem me aperceber. Ignorei todas as placas de perigo, mesmo dentro do edifício que se vinha a tornar a minha nova casa, com a palavra "oncologia" estatelada em todas as paredes. Mas, durante todo o percurso, escolhi ver que a razão de ali estar era uma simples transfusão de sangue para curar uma anemia. E o resto...vou contando na partilha das 📢mensagens enviadas com notícias e dos 📝desabafos no meu diário.