6 meses de transformação. 6 meses de oportunidades de escrever a história bonita de alguém que escolheu ver o lado positivo de uma condição que lhe foi imposta e que teve algum impacto na sua e na vida dos que a rodeiam. Entrei num mundo algo complexo e demasiado cedo, a meu ver. Segundo os meus planos, por esta altura estaria a embarcar na viagem da minha vida, que iria durar cerca de 2 meses. De partida para a América Latina, ia viver uma cultura que tanto aprecio e que deu vida a duas das minhas grandes paixões: música e danças latinas.
Podia ser um dia triste, mas, para além de o ter passado em excelente companhia, é para mim um dia de celebração. Celebração porque estou viva. Celebração porque tenho aprendido muito com esta experiência, num grau de profundidade que nunca tinha conhecido. Celebração porque estes 6 meses vieram reafirmar que fiz uma série de escolhas certas na minha vida, entre elas, a de ficar perto das minhas pessoas. Celebração porque me mantive fiel a mim mesma no que era mais importante: a teimosia em procurar um lado bom em cada canto por que passo, acabando por ser mais feliz e aceitar isto melhor do que se não o fizesse, ainda que nem sempre seja imediato encontrá-lo. E foi no meio dessa busca por vezes bastante enevoada que redescobri que, em última instância, o que alimenta a nossa felicidade presente é apenas a esperança de um futuro melhor e que essa esperança é o que ainda nos move. E quando nos falta essa esperança e, por isso, essa réstia de felicidade? Pode resultar dar um sentido ou redefinir o que demos ao momento ou fase que atravessamos, sentido esse que não necessariamente nos beneficia a nós, mas sim outra pessoa. E, por isso, hoje partilho estas fotos, tal como prometi, de um momento que retrata um pouco do que escrevi. O momento foi partilhado com duas pessoas que a vida pôs no meu caminho e com quem construí relações onde reinam a cumplicidade e o amor. Planeei-o pensando em tudo o que me poderia dar conforto, aligeirar a situação e que me proporcionasse memórias felizes, sendo, por isso, fácil encontrar esse lado bom. E procurei dar-lhe um sentido, doando o meu cabelo. E foi assim que, um momento que tinha tudo para ser triste, se tornou especial e agradável de recordar. Por fim, celebração porque me tenho superado e transcendido e, na impossibilidade de escolher não estar a passar por isto, agradeço o quanto esta fase me está a acrescentar, em termos de vivências e pessoas.
A viagem, essa, farei assim que possível, por certo com mais vontade e sabedoria ❤️
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