Sexta-feira, dia de ver a minha médica. A diarreia não estava melhor e as minhas noites cada vez piores. A Enfermeira Ju (nome fictício) pediu à auxiliar Maria (nome fictício) que me ajudasse a tomar banho pois tinha de me pôr pronta que os médicos vinham cheios de ideias da reunião. E assim foi: novo cateter central (de curta duração - 4 a 6 semanas) e alimentação parentérica (intravenosa), sem direito a sequer ingerir água. Por um lado, agradecia porque das últimas vezes que fui à casa de banho já só dizia que nunca mais queria comer/beber. Já estava com dieta obstipante há cerca de 2 dias, mas não foi suficiente. Quando saíram do meu quarto, chorei um bocado (um choro relaxado e não aflitivo como o daquela noite) porque ia voltar à sala de intervenções. Depois dormi um bocado e, quando me chamaram, lá fui eu, mentalizada, e fui a alma daquela festa 🙂 Pus este novo cateter com o médico que me tirou o primeiro, com a Enfermeira Ju e com um...
Histórias e aventuras de um Caminho alternativo...rumo a Finisterra. Entrei neste desvio sem me aperceber. Ignorei todas as placas de perigo, mesmo dentro do edifício que se vinha a tornar a minha nova casa, com a palavra "oncologia" estatelada em todas as paredes. Mas, durante todo o percurso, escolhi ver que a razão de ali estar era uma simples transfusão de sangue para curar uma anemia. E o resto...vou contando na partilha das 📢mensagens enviadas com notícias e dos 📝desabafos no meu diário.